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Saúde sempre em primeiro lugar

  • Dr Antonello

Entenda tudo sobre câncer colorretal

No Brasil, o câncer em geral configura-se como problema de saúde pública de dimensões nacionais. Com o aumento da expectativa de vida do povo brasileiro e com a progressiva industrialização e globalização, as neoplasias ganharam importância crescente no perfil de mortalidade do país, ocupando o segundo lugar como causa de óbito.

O Câncer colorretal está entre os cinco primeiros mais frequentes cânceres e a incidência não é homogênea em todo o país, com prevalência na região sul e sudeste, particularmente nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.


De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima-se que em 2020, tenham mais de 40 mil novos casos, sendo 20.520 homens e 20.470 mulheres.

Em linhas gerais, a doença prevalece em homens com idade superior a 60 anos, com apenas 20% dos casos em idade inferior a 50 anos.

O cólon é o local mais frequente de neoplasias primárias como adenomas e adenocarcinomas. O câncer colorretal acomete ceco, cólon ascendente, transverso e descendente, cólon sigmoide e reto. Os adenocarcinomas representam quase totalidade dos cânceres colorretais. O câncer colorretal surge a partir de alteração genética de células da mucosa colônica normal que evoluem para pólipos adenomatosos. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado de maneira precoce.


Sintomas:

Os principais sintomas da doença são: - Sangue nas fezes; - Emagrecimento sem explicação; - Anemia; - Diarreia ou constipação; - Dor abdominal.

Nos estádios mais avançados pode surgir outros sintomas associados, com tumor palpável no quadrante inferior direito. Nos tumores do cólon esquerdo, surgem obstipação intestinal progressiva, fezes afiladas, escuras ou eventualmente com sangue. Também pode ocorrer alternância entre diarréia e constipação. Nos tumores do reto o sangramento é frequente, misturado ou não com fezes, muco ou pús.

Diagnóstico:

Existem alguns exames que são utilizados por profissionais para detectar a doença:

Teste de sangue oculto – por meio de uma amostra de fezes, é possível identificar se há sangue que não pode ser visto a olho nu, exame pouco específico.


Colonoscopia - para examinar o cólon por dentro, o médico usa um tubo fino com uma pequena câmera na ponta. Se necessário, é retirada uma amostra de tecido para análise (biópsia). Independentemente de ter ou não sinais e sintomas que indicam câncer, pessoas com mais de 50 anos devem fazer esse exame de forma regular, sendo que pacientes com familiares de primeiro grau (pais ou irmãos) que apresentaram câncer colorretal, devem realizar o exame 10 anos antes da manifestação do familiar.


Radiografia - é feita com contraste para que as paredes do intestino fiquem visíveis, permitindo que qualquer anormalidade seja visualizada.

Tratamento:

O tratamento cirúrgico deve ser considerado com intenção curativa quando promover a remoção completa do tumor primário, órgãos e estruturas localmente comprometidas e de metástases identificadas, observados sempre os preceitos técnicos oncológicos e o com intenção paliativa quando tiver por finalidade aliviar ou reduzir os sintomas em pacientes que não tenham condições de cura por ressecção (metástases irressecáveis à distância ou localmente disseminadas e invasão de estruturas vitais).


O tratamento pode ser realizado com quimioterapia ou radioterapia dependendo da situação clinica do paciente.


Fatores de risco:

Dentre os principais fatores de risco para o câncer colorretal incluem a obesidade, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, ingestão de gordura animal, tabagismo e falta de exercícios.

O câncer colorretal apresenta maior incidência nos países ocidentais e industrializados onde o consumo de carnes, gorduras e carboidratos é significativo.

Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são história familiar de câncer de intestino, história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama.

Prevenção:

A alimentação saudável é uma arma contra o câncer do intestino. Portanto, deve-se buscar a ingestão de alimentos in natura ou minimamente processados. Isso inclui o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes. Diminuir ou não ingerir álcool, visto que é um dos fatores de risco.

FONTE: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/fique-atento-aos-sinais-do-corpo-que-podem-indicar-o-cancer-do-intestino/12593/7/

https://www.scielo.br/pdf/ramb/v50n1/a17v50n1.pdf

http://revista.unilus.edu.br/index.php/ruep/article/view/765/u2016v13n33e765

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