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Clínica de cirurgias gerais e oncológicas com médicos especializados em cirurgias de baixa, média e alta complexidade.
Realiza tratamento de hérnias, doenças do aparelho digestivo e procedimentos oncológicos.

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A importância da família no tratamento do câncer

A importância da família no tratamento do câncer

Entrevista sobre a importância da presença familiar no tratamento do câncer.

O Cirurgião Geral e Oncológico, Dr Carlos Antonello, fala como a família é um elo fundamental para a cura do paciente oncológico.


Qual é o papel e a relação da família durante o tratamento do paciente?


Desde o momento da revelação do diagnóstico, a família é fundamental, o paciente necessita do amparo e acolhimento dos familiares, que devem exercer um papel crucial na manutenção do equilíbrio. Além disso, precisam ser participantes ativos na condução da motivação, que será essencial para o paciente enfrentar a doença. A presença da família transmite segurança, traz conforto e favorece o encorajamento ao  tratamento.

A família deve estar ciente, assim como o paciente, de todas as possibilidades terapêuticas, os riscos existentes, e as expectativas de êxito durante o tratamento. A relação equipe assistente-paciente-família deve transcorrer de forma transparente e clara, em que a confiança recíproca será vital para manter a solidez da inter-relação. Dessa forma, facilitando a superação dos desafios, insurgentes no transcurso do tratamento.

 

A aceitação da doença é um passo importante para a luta contra o câncer?


A aceitação da doença é a fase mais madura alcançada pelo paciente. Inicialmente o paciente correlaciona o descoberta do câncer como a possibilidade de morte, devido, principalmente, a muitos mitos que existem sobre a doença e informações distorcidas. O modelo de Kübler-Ross, conhecido também como estágios da perspectiva de morte, exemplifica de forma simples, as fases nas quais a pessoa passa após a descoberta da doença.


Inicia pela fase da negação, em que o paciente acredita que essa situação não esta acontecendo, por vezes, ignorando que algo precisa ser feito. Após, passa pela raiva, em que o paciente se opõem a situação, ficando agressivo, questionando, o porquê de estar acontecendo isso com ele, insistindo que essa situação não é justa.


E, logo em seguida surge a barganha ou negociação, que paciente tenta realizar promessas ou realizar a prática de tratamentos alternativos, desprovidos de comprovações científicas, nessa fase muitos pacientes podem ser vítimas de abusos por estelionatários.


A penúltima fase é a depressão sendo que o paciente pode desistir de realizar o tratamento, ou mesmo, não querer mais viver. A última fase desse processo é a aceitação, onde o paciente racionaliza a questão da doença, assimila a gravidade e busca a melhor alternativa junto da sua equipe assistente e familiares. O apoio multidisciplinar é fundamental para o paciente aceitar a doença e realizar o tratamento mais indicado.

 

É indicado um acompanhamento com profissional, como um psicólogo, para auxiliar tanto o paciente como a família?


O psicólogo exerce papel fundamental, como integrante de uma equipe multidisciplinar, que deve atuar no tratamento do paciente com câncer. O bem-estar psicológico é de suma importância, traduzindo um maior equilíbrio no decorrer do tratamento, reduzindo determinados transtornos emocionais, como a ansiedade e a depressão, determinando melhor adesão ao tratamento e enfrentamento da doença. Proporcionando, consequentemente, incremento no conforto na condução da terapêutica.


Quais são os principais mitos que existem quanto à doença?


Existem diversos mitos sobre a doença, originados pela carência de informações, podemos elencar alguns como, "o câncer é igual a morte”. Sabemos que a doença pode apresentar a cura e essa depende do diagnóstico precoce e tratamento oncológico adequado. No Brasil em termos gerais o câncer apresenta uma taxa de cura em torno de 60%, porém sabemos que existem diversos tipos de câncer, que diagnosticados precocemente, podem apresentar a cura, em taxas, por vezes, superiores a  90%.


Outros mitos como "quem procura acha" e se "mexer pode espalhar", são completamente equivocados, pois os exames de prevenção favorecem o diagnóstico precoce. O quanto antes iniciar o tratamento, maiores serão as chances de cura. Outro mito é que "o câncer é hereditário", sabemos que mais de 90% dos casos de câncer não são hereditários, e são causados por hábitos de vida equivocados, como tabagismo, dieta inapropriada, sedentarismo, obesidade, abuso do álcool, exposição solar inadequada, exposição a vírus e outros. Também há a ideia especulativa que "o câncer é uma doença transmissível", sabemos que há inúmeros tipos de cânceres causados por vírus, esses vírus sim podem ser transmissíveis por determinadas práticas, no entanto, o câncer não é transmissível, ou seja, contagioso.


Como deve ser feito esse acolhimento da família ao paciente? Quais as ferramentas para que pacientes e familiares se mantenham bem informados?


Em suma, a família e os amigos, servem como sustentação do paciente, durante esse período de desafios que tangem o tratamento. Sabemos que no momento da queda, as mãos que nos socorrem na reerguida, facilitam nossa subida e apaziguam nossa recuperação.


A principal ferramenta na informação dos pacientes e familiares será a equipe multidisciplinar assistente, e a confiança nessa, será fundamental para dirimir dúvidas e tranquilizar pacientes e familiares, as informações vinculadas na internet, por vezes, apresentam-se distorcidas e não traduzem a realidade. Torna-se vital, a escolha da equipe médica especializada,no manejo e condução correta do tratamento.